sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mistério Bufo



O espetáculo Mistério Bufo, escrito por Vladimir Maiakóvski quando tinha apenas 25 anos, recorre
a conceitos grandiosos para dar enredo à compreensão que se tem do futuro no tempo presente, baseando-se no passado. O texto trata da eterna busca da aventura humana.

A montagem apresentada, com direção de Cláudio Baltar e Fábio Ferreira, busca incorporar a proposta de Maiakóvski, no que tange à adaptação do texto para os tempos atuais, e mostra ao público o frescor do jovem poeta russo, com a inovação e a maturidade capaz de impressionar o espectador contemporâneo.

No elenco estão Carolina Virgüez, Thierry Trémouroux, Carol Machado, além de bailarinos e acrobatas, perfazendo um total de 16 artistas que dão forma ao espetáculo. Cenografia de Sérgio Marimba, figurino de Rosa Magalhães e iluminação de Aurélio de Simoni.

Seguindo as sugestões do autor, a encenação procurara focar precisamente o contraste entre o passado e o futuro, recorrendo à utilização de diferentes espaços.

Nos moldes de um espetáculo itinerante, a plateia será conduzida pelos atores através de espaços cênicos, montados na área externa e no Pavilhão de Vidro do CCBB.

Duração: 100 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília - SCES, Trecho 2, Lote 22.
Quando: de 18 de setembro a 12 de outubro, de quinta a sábado, às 20 horas e domingo, às 19 horas e segunda (12/09), às 19 horas.
Quanto: R$15,00 e R$7,50 (para professores, estudantes, pessoas com mais de 60 anos e correntistas do BB).

Para maiores informações no telefone (61) 3310-7087 ou no site www.bb.com.br/cultura/

Planejando...



“Acordo de manhã dividido entre o desejo de melhorar ou salvar o mundo e o desejo de desfrutá-lo ou saboreá-lo . Isso dificulta o planejamento do meu dia.”
Elwyn Brooks White, escritor norte americano

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pousar os lábios?


Segundo o dicionário o beijo é: s.m. Ato de pousar os lábios em alguém ou em alguma coisa.; Os povos do mundo ocidental usam com freqüência esse cumprimento, mas os japoneses e os chineses raramente o fazem. Os polinésios expressam sua afeição esfregando os narizes, e os habitantes de Samoa, fungando. Alguns povos prestam homenagem a seus governantes beijando o chão que eles pisam.”

Achei a definição demasiadamente simples e ao mesmo tempo evasiva. Onde está o beijo dos amantes? Dos pais e filhos? Dos amigos? Dos conhecidos? Certamente não está na definição acima... O beijo vai além do ato de pousar os lábios em alguém.

Um beijo é algo arrebatador, mágico. Por mais que você beije uma pessoa, cada beijo tem um significado. Cada beijo é único.

O beijo transcende as palavras. Ele explica o inexplicável. Comece a observar imagens e cenas de duas pessoas se beijando. Até mesmo aqueles que beijam em atacado entendem que nesse breve momento é possível saber o que se passa no íntimo de uma pessoa, sem dizer uma palavra.

Me atrevo a dizer que durante o beijo apaixonado duas almas se encontram e sublimam todos os sentimentos. Quando você beija, você transfere emoções, carinho, ternura, desejo... Enfim, você é capaz de provar uma miscelânea de sabores, cheiros e sons semelhantes e ao mesmo tempo inigualáveis.

O Beijo é algo sagrado desde tempos remotos. Judas foi considerado o mais vil dos homens. Isso se deu, não somente por ele ter traído Jesus, mas por tê-lo entregado com um beijo. Ele ousou violar um ato que por si só sempre foi inviolável.

Creio que a próxima edição do dicionário deverá contar com a colaboração de Arnaldo Ar, compositor que teve uma de suas músicas interpretada, de forma belíssima, pela cantora Marisa Monte. Como seria interessante abrir a obra em que se relacionam alfabeticamente as palavras de uma língua, e encontrar a seguinte definição para a palavra Beijo:

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...”

Fontes: http://www.dicionariodoaurelio.com/

http://letras.terra.com.br/

Ana Karoline Crispim

Garotynha Ruiva

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mulher moderna?



Eu só queria ser amada.

Todo mundo quer ser amado. Mas, ninguém quer amar. Ele não falou nada. Continuou sentado no sofá todo jogado. Não disse nenhuma palavra. Talvez, ser amado não seria prioridade para ele. Mas, o que é ser amado? Ser amado talvez fosse apenas, ser amado. Não sei se ele me amou, por amar. Não sei nem se ele me amou. Não sei nem se ele ama alguém. Eu não sinto que ele me ama. Talvez por isso, eu não consiga sentir que sou amada. Eu só queria ser amada.

Não sei se ele quer me amar.

Eu quero ama-lo. Eu sempre amei as pessoas. Amei os meus namorados, os meus vizinhos, os meus colegas da repartição onde eu trabalhava, os meus patrões, as pessoas da rua, os homens que passeavam no parque. Amei todo mundo. Eu pensava que eles me amavam também. Mas, eu sempre quis amar eles. Fiz tudo por amor a eles. Em troca, eu só queria ser amada.

Escova, maquiagem, dieta, academia, compras, compras e mais compras... Tudo eu fiz por amor a eles. Por que passar por todos os sacrifícios da mulher moderna se não for para ser amada? Puxa, estica, espreme, descolore tudo tem que ficar lindo para que eu possa ser amada. Mas, eu tenho tempo suficiente para ser amada? Vejamos, esta semana fui à esteticista, à nutricionista, fiz caminhada, fiz compras para casa, comprei umas duas blusas e uma calça... Já sei: não tive tempo de ir ao salão. É claro que ele não vai me amar se eu não tiver feito as unhas. Duas semanas sem fazer a unha é imperdoável! Com certeza é por isso que não sou amada.

Será que não sou amada ou sou menos amada por isso? Talvez as pessoas me dediquem menos amor porque não consigo fazer tudo o que devo fazer. Talvez ele não me ame porque trabalhar e cuidar das crianças exige muito de mim. Tenho que ir ao salão para ser amada! Ah... Também devo manter a casa limpa, muito limpa. Como ser amada se a casa não está limpa?

É possível que eu suspenda o terapeuta. Uma hora por semana é um tempo que eu posso dedicar para que ele possa me amar. Talvez com essa uma hora a mais eu possa ir com ele assistir a um filme? Não, não poderei. Um filme geralmente tem mais de uma hora. Quem sabe ir a uma sorveteira? Desde a época em que namorávamos não tomamos um bom sorvete. Não, é melhor não. Sorvete tem muita gordura trans e certamente engordarei. Talvez possamos conversar. Mas eu já converso com o meu terapeuta e, com certeza, o terapeuta me ouve. Não tenho essa garantia com o meu amado. Essa uma hora eu posso dedicar às crianças. Acho que serei amada por elas se eu fizer isso e, quem sabe ele vendo a minha dedicação, me ame.

Sexo. Eu tenho que melhorar nesse quesito. Ele assiste a muitos filmes pornôs... Preciso aprender novas posições e comprar calcinhas comestíveis, vibradores, lingerie, camisinhas com sabores, óleos aromáticos e todos os produtos eróticos. Sex shops, me aguardem! Para ser amada é importante ser boa de cama.

_ Droga, eu só queria ser amada! Externei em uma frase a miscelânea de sentimentos que me consumia.

Ele ainda sentado no sofá, todo jogado, pronunciou as seguintes palavras:

_ Você está atrapalhando. Desse jeito não consigo assistir a final do campeonato. Flamengo e fluminense é um clássico... Me deixa em paz, mulher!

Por que eu estou com ele?” Antes que eu concluísse o meu pensamento ele falou:

_Traz a cerveja, por favor.

Sem dúvida a palavra por favor significa “Desculpe, meu amor.”

Realmente ele me ama.

Acho que a melhor forma de sentir o quanto sou amada é olhar em sua face e ver a expressão de satisfação quando recebe a cerveja. A cerveja que eu levei é certamente mais saborosa do que qualquer outra.

Tenho que correr. Preciso levar a cerveja. Preciso ser amada.

Ana Karoline Crispim -Garotynha ruiva

Em 12/05/2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Gargalhando



"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano."
(Vitor Hugo)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cena Contemporânea


Esse é o último fim de semana para conferir as peças que estão em cartaz no festival internacional de teatro de Brasília, denominado Cena Contemporânea. Para conferir a programação acesse o site: http://www.cenacontemporanea.com.br/

Ainda dentro da programação do festival, haverá os seguintes shows na praça do museu da república:

DIA 12 DE SETEMBRO
Richard Galliano e Hamilton de Holanda

DIA 13 DE SETEMBRO – SHOW DE ENCERRAMENTO
17às 20h30
Todos os Sons – Domingo CCBB
Orquestra de Câmara do SESC, Cai Dentro, Innatura e Angelique Kidjo

DESTAQUES

RICHARD GALLIANO – Um dos grandes nomes da música francesa, é considerado um dos melhores acordeonistas do mundo. Misturando ritmos, sempre com um toque jazzístico, Galliano tem um extraordinário domínio técnico e alcança uma sonoridade e uma fluidez de rara qualidade. O artista foi colaborador e amigo pessoal de Astor Piazzola e tem se apresentado junto a grandes nomes da música mundial.

HAMILTON DE HOLANDA – Uma das maiores expressões mundiais do bandolim, o carioca-brasiliense Hamilton de Holanda tem cumprido carreira internacional. Recentemente, foi um dos ganhadores do Prêmio da Música Brasileira, como melhor solista, na Categoria Instrumental, pelo CD Brasilianos 2.

ANGELIQUE KIDJO – Ganhadora do Grammy em 2008, Angelique é hoje uma das grandes vozes da música pop mundial. Nascida no Benin, em 1982, ela se mudar para Paris e depois segue para Nova York, onde mora atualmente. Suas influências musicais vieram do pop africano, do zouk caribenho, da rumba congolesa, do jazz e do gospel. Tem colaborado com Dave Matthews, Kelly Price, Branford Marsalis, Robbie Nevil, Carlos Santana, Joss Stone e Cassandra Wilson.

Para os shows a entrada é franca!

Vale a pena conferir!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Por que pegando varetas?


Devido a problemas técnicos no blog pega-varetas, criamos o blog pegando varetas. Todas as postagens que não estavam sendo visualizadas foram inseridas nesse novo blog. Esperamos que vocês, agora sem maiores problemas, possam usufruir de todo o conteúdo que é publicado.

Grande abraço
Garotynha ruiva e Girassol

Idéia Cansada




Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. (Mário Quintana)

A Chefa


São oito horas da manhã, abro a janela e vejo um sol lindo, o céu aberto e sem nuvens. Acho que o dia será perfeito. Pego a bolsa e a chave do carro e sigo o meu caminho: primeiro dia de trabalho.

O emprego não era bem o que eu queria, mas o salário dava para manter as minhas manias, luxos, cigarros, sapatos, happy hours no fim de semana com as amigas. Enfim, era bonzinho!

Primeiro dia. Entrei na sala onde iria trabalhar, me concentrei no ambiente, tudo rústico, envelhecido, mas enfim, era de se esperar de um emprego bonzinho. Pó para todo lado. Estava me preparando para minha rinite atacar novamente. Mas o que mais me intrigou foi aquela figura alta, magra, sisuda, sem classe que me aguardava ansiosamente. Sua mesa ficava no canto da sala, tinha até alguns enfeites: símbolo da feminilidade. Mas no fundo não tinha nada de feminino, era conhecida como A CHEFA.

Depois de conhecer a figura e saber do sonoro nome pelo qual era chamada, tremi. Comecei a dar taquicardia e todas as palavras que tinha ensaiado para falar com ela em meu primeiro dia de trabalho sumiram de minha mente. Tive vontade de ir embora, virar hippie, abandonar os luxos.

Aquela figura me fez perder o chão. Incrível como algumas pessoas tem esse poder de nos tornar seres mais que indefesos. Mas apesar de tudo, segui o meu caminho: a sala da CHEFA.

Entrei e me apresentei, mostrei meu currículo e falei sobre meus conhecimentos e experiências profissionais. Ela não falava nada, nenhuma palavra, apenas me observava, olhava fixamente para minha boca, para as palavras que saíam dela. E eu, tremendo, vivendo o meu primeiro monólogo diante de uma mulher, porque com os homens isso já se tornou rotina, eles não dizem nada enquanto falo ou discuto.

A única reação percebida na CHEFA foi o arquear das sobrancelhas, aquilo me incomodou, o que significava? Estava gostando de mim? Me reprovando? Enfim, fui até o fim com meu monólogo e acho que fechei com chave de ouro, digna de aplausos.

De repente silêncio. A CHEFA pega um papel que estava em seu teclado com um bilhete deixado por mim, o meu primeiro bilhete para ela: anotação de uma ligação recebida alguns minutos antes dela chegar. Era um tal de Rudolf, do Ministério.

Ela fica de pé, e do silêncio fez-se esbravejos. Exatamente, ela começou a esbravejar, disse que aquele bilhete em cima do teclado era inadmissível, como alguém deixa um recado daquela maneira? Não era daquela forma que ela havia ensinado para o empregado anterior. E chamando de minha filha, ela me perguntou se eu tinha um caderno. Eu disse que em casa. Então me pediu que passasse a trazer o caderno para anotar os recados, porque era assim que um funcionário competente trabalhava: com organização. Aquilo dali era um trabalho de “porco” e amassou o papel e jogou no chão.

E naquele momento entendi o porquê do sonoro apelido: A CHEFA.

Saí da sala dela e segui o meu caminho: classificados do jornal do dia – à procura de outro emprego.


Girassol

Pensar?



"Não há prazer mais complexo que o do pensamento"

Essa frase é atribuida a Jorge Luis Borges Acevedo, escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas

Fogo a queima-bolha


“O inverso da verdade tem dez mil formas e um campo ilimitado.”
Michel Euquem de Montaigne

O Cafajeste


Estava no ônibus, por volta das 22 h, quando entrou um homem, magro, por volta dos 31 anos de idade, vestindo uma blusa social amarela, uma calça caqui e calçando um sapato social. Carregava uma pasta marrom e tinha um ar que misturava preocupação e cansaço. Era bancário. Só podia ser bancário. Ele vestia uma roupa padrão, usava uma pasta padrão e tinha uma expressão padrão. Não tinha como ter outro ofício. Após passar a roleta e sentou-se na segunda cadeira da fileira da direita. Pensei: Por que um homem que trabalha com cédulas espera um ônibus às 22h? Deve ser um gerente de uma agência bancária. Um gerente sairia mais tarde da agência. Pensando bem, um gerente teria um carro. Será ... Antes que concluísse o meu pensamento observei que aquele bancário tinha algo diferente: uma mancha de batom vermelho na gola de sua camisa. Seria da namorada? Nunca imaginei um homem que trabalhasse em um banco namorando alguém que usasse um batom vermelho sangue, vermelho sedução, vermelho puta!

Não. A aliança dourada no dedo anular da mão esquerda excluiu essa hipótese. Como havia pensado, um ser com tamanha intimidade com a moeda nacional não namoraria alguém que usasse aquele batom. Certamente aquele batom era de uma amante.

Mas um bancário seria capaz de trair a sua esposa? Fiquei indagando qual seria a profissão dele... Ao chegar em casa, liguei o computador, e procurei imagens de pessoas que trabalhavam em bancos. Definitivamente aquele homem não era um bancário... Era um cafajeste.

Ana Karoline Crispim

21/07/09

Por que pega varetas?




Pega-varetas é um jogo de origem oriental e que consiste, segundo o Dicionário Aurélio, em “bastõezinhos de madeira, de osso etc., amontoados e que se devem retirar, num jogo, um a um, sem fazer mexer os outros”. Vence aquele que conseguir o maior número de varetas, ou caso tenha elas valores atribuídos em função de sua cor, aquele que conseguir maior número de pontos.

Observe que o jogo exige estratégia, raciocínio e uma boa dose de criatividade. Assim pretendem ser as postagens desse blog. Com textos criativos, nossa estratégia é que o visitante, após ler as linhas escritas nesse blog, possa observar o seu cotidiano com outros olhos.

Assim como no jogo há regras, nesse blog não é permitido postagens com propagandas, palavras ofensivas e insultos. Os comentários que não atenderem a essa regra serão excluídos.


Pegue sua 'vareta' e divirta-se!