terça-feira, 27 de abril de 2010

Evitando o cansaço...

Alguém sabe por que a felicidade não pode ser completa? Quem não sabe, levanta a mão e permaneça com ela levantada. É possível que aquele que não saiba tenha alguma idéia ao permanecer com a mão erguida. Talvez a idéia saia da ponta dos dedos e siga em direção a sua inteligência. Surgirá então uma resposta mágica. A mais sábia de todas... Porque sairá de algo sensorial. Essa espera vale a pena. Enquanto espero, observo. Interessante... Todos levantaram as mãos. As duas mãos! Isso significa que ninguém tem a mínima idéia do porque a felicidade não pode ser completa. Não. As pessoas levantaram as duas mãos porque não tem a mínima idéia do que é a felicidade. Eu não entendo como elas não sabem o que é felicidade...

Está claro! Felicidade é Sorte. Nem todos têm a Sorte de serem felizes, mas todos os que são felizes têm Sorte. Pena que os felizardos não se dêem conta disso... Talvez porque a felicidade não é completa e é esse o mistério que eu gostaria de solucionar. Mas é tão difícil. As pessoas continuam com as mãos levantadas. Talvez seja melhor eu dar outro comando... Quem está feliz, por gentileza, permaneça com as mãos levantadas. Não sei se é porque a felicidade não é completa ou se as pessoas não têm sorte, o fato é que ao menos agora elas não ficarão cansadas.

Ana Karoline Crispim

27/04/2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Beleza-produtiva


Após séculos no chamado oscio criativo, voltei a escrever. Espero que gostem...



Hoje estou leve. De uma leveza que chega a incomodar. É uma leveza pesada... Como se algo, no mundo, lá fora, pudesse estar pesando e consequentemente me incomodando. Não quero ser incomodada. Quero continuar leve. Leve como a pétala da mais bela flor que mesmo ao cair, tem sua beleza. Entrega-se como em um balé mágico e divino.

O que essa pétala encontrará ao cair? Uma terra úmida e receptiva? E se o vento a levar para o asfalto duro e cinza?Definitivamente, o vento não pode interferir na beleza da pétala. Será?

A pétala pode ser menos bela ao cair no asfalto? Não. Ela continuará a ser bela, mas deixará de ser produtiva. Produtividade... Uma pétala deve ser produtiva? Mas a função dela é somente deixar o mundo mais belo... Deixando o mundo mais belo ela terá cumprido o seu papel com louvor! Mas e o balé? O mundo não pode e nem deve perder a beleza de seu balé rumo ao desconhecido. Talvez ela tenha nascido somente para dançar. Na dança está a sua beleza. No balé está a sua produtividade!

Os carros passam apressados e certamente ninguém contempla a beleza-produtiva da pétala. Agora, preciso ir dormir. Mas antes fecharei a janela. Há uma corrente de ar frio a me incomodar.


Ana Karoline Crispim

26 de abril de 2010-04-26


sexta-feira, 23 de abril de 2010

As coisas de Arnaldo Antunes



O CCBB Brasília apresenta, de 16 de abril a 2 de maio, o espetáculo As Coisas, da companhia carioca Teatro Portátil. O trabalho, destinado a platéias de todas as idades (crianças e adultos), é extraído do livro homônimo de Arnaldo Antunes, publicado em 1992, pela Editora Iluminuras.

Com direção de Alexandre Boccanera, a peça mistura diversas linguagens: teatro de animação, música e artes visuais. No palco, coisas, coisas e muitas coisas. Uma divertida banda de rock, uma boneca falante e uma professora nariguda apresentam poemas extraídos do livro, musicados, narrados e encenados com o suporte de diferentes técnicas de animação.

O projeto surgiu da identificação do diretor com o texto de Arnaldo Antunes, que nasce do reobservar o mundo por meio do olhar da criança e questionar a linguagem, o aprisionamento da coisa na concretude da palavra. Será que as coisas são o que são, ou são o que a palavra as representa?

Serviço:

Horário: De 16/04 a 02/05. Sexta-feira, às 16h. Sábado e domingo, às 16h e às 18h.

Endereço: Centro Cultural Banco do Brasil – SCES, Trecho 2 Conjunto 22

Preço: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia)

Classificação indicativa: livre

Informações: (61) 3310-7087

quarta-feira, 21 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Julgamento


O Julgamento


De 9 a 18 de abril no Teatro Garagem do Sesc (913 Sul).
Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h.
Peça com o grupo brasiliense Domo que trata das mazelas do homem contemporâneo frente as estruturas complexas de sociedade e de ideias que ele mesmo constrói para si.
Direção: André Garcia
Com Leudo Lima, André Garcia, Lina Borba e Murici Galasso.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Classificação: 14 anos.
Mais informações: (61) 9254-5740 ou www.grupodomo.blogspot.com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Sobrevivente


Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável de
cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.

Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 6 de abril de 2010

In Love


Love Me Tender

Elvis Presley

Composição: E.Presley/V.Matson

Love me tender,
Love me sweet,
Never let me go.
You have made my life complete,
And i love you so.

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

Love me tender,
Love me long,
Take me to your heart.
For it's there that i belong,
And we'll never part.

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

Love me tender,
Love me dear,
Tell me you are mine.
I'll be yours through all the years,
Till the end of time.

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.