quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vale a pena se doar?


"Ninguém sabe o ponto certo de se doar e quanto vale a pena. É verdade... Às vezes,não vale. A gente se dá sem querer nada em troca. Por quanto tempo conseguimos encher copos de água para o outro enquanto morremos de sede? Não será essa atitude uma maneira de simplesmente alimentar o egoísmo do outro? É cômodo apenas receber..." Débora Bottcher, escritora que apesar do sobrenome é brasileira

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Prévia da novela Mexicana



Novela Mexicana - IMPERDÍVEL



Depois de engravidar de Rodolfo Antoño, dono da mansão onde trabalha como doméstica, Maria Dolores passa por momentos intensos. Para ficar ao lado de seu amado, nossa heroína tem que enfrentar uma esposa interesseira, uma patroa megalomaníaca e narradores que interferem diretamente na trama. Para completar, Maria Dolores se vê envolvida no misterioso roubo das jóias da família. Qual será o destino de Maria Dolores? Conseguirá ela ficar ao lado do seu amado? Não percam o desenrolar da Novela Mexicana.

Uma história de amor e ódio. Uma novela permeada de personagens exuberantes, que vão desde uma cigana vidente até um cangaceiro(!).

Um história de amizade. Diante das atribulações pelas quais Dolores tem que passar ela descobre o valor de uma amiga verdadeira.

Uma história com tudo o que o telespectador pode desejar!Drama, suspense e acima de tudo Comédia fazem parte dessa trama que vai dar o que falar em Brasília.

Escrita por Gilson Montblanc, com colaboração de Karol Crispim, e dirigida por Jadson Rodrigues, essa trama promete boas gargalhas em uma noite de alegria e emoção...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O sonho humano


"Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda" Cecília Meireles

Dunas



Cena poética. Imaginário. Fatos cotidianos. Gestos, detalhes, palavras. Dunas é um convite a delicadeza e a sensibilidade. Fruto da pesquisa dos atores Catarina Melo e Jonathan Andrade com direção do renomado Hugo Rodas, o espetáculo transita entre a poesia e a cena. A peça integra a “I Mostra Sutil Ato”, realizada pelo grupo com o objetivo de oportunizar o acesso à produção teatral, sobretudo, por estudantes. Desta vez, “Dunas” será interpretada também por estudantes de escolas públicas do DF.

Em temporada de 23/10 a 1/11 no Teatro Goldoni e de 5 a 8/11 no Teatro Plínio Marcos da Funarte, “Dunas” costura um universo poético e cotidiano de dois personagens que ensaiam liberdade e sonhos num lugar isolado. O espectador é chamado a se remeter a diferentes tempos. Perdas, saudades, utopias, memórias que se intercalam. É possível transitar pela infância e maturidade dos personagens por meio de um discurso coloquial e de um texto de fácil compreensão.

Dunas é o segundo espetáculo autoral do grupo Sutil Ato e surgiu como projeto de diplomação em Interpretação Teatral na Universidade de Brasília em 2007 e desde então, passou por palcos do Festival de Teatro de Presidente Prudente, a Mostra de Teatro Universitário – Moteu e a Mostra Tucan.

Sinopse

Os irmãos Helga e Tó vivem em um lugar isolado, sem saber o que há além do portão que separa o quintal do resto do mundo. Lá, tudo se mantém fiel ao que sempre foi. Helga é a personagem que conduz o fio da história, entrecortando memórias com narrativas poéticas. Naquele lugar, em meio a um tempo não revelado, os personagens convivem com a expectativa e o medo de saber o que tem depois do portão. Seriam as dunas?

Não sabem o que há além do portão até que um acordo, firmado por eles, marca decisivamente seus destinos. Naquele lugar, o tempo pára a partir de então.

Ficha Técnica:
Direção: Hugo Rodas e Jonathan Andrade Texto: Catarina Melo e Jonathan Andrade
Elenco: Catarina Melo e Jonathan Andrade Cenografia: Jonathan Andrade
Marcenaria: Stanley Altoé Figurino: Hugo Rodas e Jonathan Andrade
Iluminação: Alisson Araújo e Marley Oliveira Fotografia: Camila Morena, Diego Bresani e Thiago Lucas Coordenação de Produção: Catarina Melo Produção: Kamala Ramers
Jovens Atores (estudantes)
Elenco: Felipe Diox, Laís Cândido, Marconi Cristino, Núbia Karolyna, Iury Pereira
Técnicos: Ângela Amorim, Bianca Oliveira, Wanderson de Sousa, Wesllen de Sousa

Dunas (temporada Teatro Goldoni)
Quando: De 23/10 a 1/11, sexta e sábado às 21h e domingo às 20h
Onde: Teatro Goldoni (208/209 Sul, Casa D’Itália) Horário: Sexta e sábado às 21h e domingo às 20h.

Dunas (temporada Funarte)
Quando: De 5/11 a 8/11, de quinta a sábado às 21 horas e domingo às 20 horas.
Onde: Teatro Plínio Marcos, Funarte (entre a Torre de TV e o Clube do Choro)
Quanto: R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)

Fonte: www.podeir.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Margot


Você sabe o que é a pobreza? Não, você não sabe. Tenho certeza que você não sabe. Eu sei o que é. Todos acham que eu sou burra... Mas eu não sou burra. Na verdade eu quero ser, e tenho feito muito esforço para isso. É muito bom não ter inteligência quando se sabe o que é ser pobre.

Quando falo em ser pobre não me refiro somente ao financeiro. Falo da pobreza de caráter, da podridão que assola os corações desses seres que se dizem humanos.

Humanos me lembra humanidade. Esis uma palavra qeu é um divisor de águas. Vejamos qual o seu significado no dicionário:

Humanidade, s.f. Natureza humana; o gênero humano; clemência; compaixão; benevolência; pl. O estudo das legras clássicas consideradas como instrumento de educação moral.

Ao meu ver o mundo pode ser dividido em 2 grandes grupos, à saber:

  1. Aqueles que acreditam na humanidade – categoria dos verdadeiramente burros;

  2. Aqueles que não acreditam na humanidade – categoria dos inteligentes.

Com certeza eu sou inteligente pois se tem uma coisa em que não acredito é na humanidade. Como uma menina que aos nove anos começou a ser estuprada pelo próprio pais pode acreditar em benevolência? Faça-me o favor...

Sim foi isso o que aconteceu comigo. Lembro-me como se fosse hoje: aquele maldito cheiro de bebida e cigarro, o olhar agressivo, as mãos a percorrerem meu corpo tão frágil e indefeso, a barba por fazer... Tudo. Absolutamente tudo, me vem a mente neste exato momento. Depois disso reprovei por três vezes a terceira série. Não consegui continuar. Se minha mãe fosse viva talvez eu teria continuado. Talvez. Aos 12 anos resolvi mudar de vida. Deixei de ser escrava sexual e passei a se prostituta. Minha vida mudou... e para melhor! Passei a receber por aquilo que fazia gratuitamente. Não era muito é verdade mas lá, com a proteção do cafetão, meu pai não chegava mais perto de mim. Eu tinha até simpatia por meus clientes. Alguns eram gentis e me davam gorjetas. Com elas eu comprava revistas de artistas. Gostava de sonhar acordada. Se algum dia, um deles fosse meu cliente, eu ganharia uma gorjeta bem grande e daria para eu ir à Brasília. Uma vez um dos meus clientes que usam ternos disse que lá é a terra das oportunidades. Lá eu poderia ficar rica e depois... não sei. De qualquer forma ficaria rica.

O tempo passou e nenhum artista de revista foi meu cliente. Mas eu consegui juntar uma grana e aos 15 anos eu sai de Araguari e vim para Brasília. Aqui, de fato, é a terra das oportunidades. Desde que cheguei aqui aumentou consideravelmente a quantidade de clientes de terno. Eles são mais gentis, ou melhor, menos grosseiros que o habitual. Costumavam conversar comigo... Outro dia um me perguntou se eu me sentia discriminada... “É claro que não!” Eu disse a ele. Por que eu me sentiria diferente se tem um monte de gente igual a mim. Esses homens tem cada uma!

Outra coisa que melhorou foi: aqui em Brasília eu não tenho cafetão. O que eu ganho e só pra mim. Tenho aumentado a minha coleção de revistas. Elas são chatas, mas me ajudam a não pensar.

Por falar em não pensar, eu conheço um rapaz que me ajuda a fazer isso. O nome dele é Marcos. Ele é músico e toca canções não pensantes. É legal não pensar com ele. O Marcos mora com o Tonhão. Esse é meio chatinho pois pensa demais. Quando estou com ele eu acabo pensando e não gosto disso.

Outro dia, quando estava com Tonhão, acabei concluindo que já estou com 30 anos e preciso pensar no futuro. Daqui a uns dias fico velha para o ofício que exerço. Conheci um traficante de nome Paraíba. Ele não usa ternos mas tem dinheiro. É acho que ele garantirá minha aposentadoria...O passado não importa, o presente eu ignoro, o futuro é que é real.

Pensando bem, é melhor eu não andar com o Tonhão...

Ana Karoline Crispim – A Garotynha Ruiva

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homem lobo


"Os homens devem ter corrompido um pouco a natureza, pois não nasceram lobos e acabaram se tornando lobos." VOLTAIRE

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

15 de outubro: um dia sem sacolas

MMA desafia: passe um dia sem sacolas plásticas

Para incentivar a consciência ambiental nos brasileiros, o Ministério do Meio Ambiente propôs comemorar o Dia do Consumidor Consciente em 15 de outubro, sugerindo um desafio para todos nós: passar o dia inteiro sem utilizar, sequer, uma sacola plástica.
No embalo da campanha “Saco é um saco. Pra cidade, pro Planeta, pro Futuro e pra Você”, o MMA – Ministério do Meio Ambiente lançou mais uma iniciativa para inibir o consumo de sacolinhas plásticas no país: é o Dia do Consumidor Consciente. Comemorada no próximo dia 15 de outubro, a data representa um desafio para todos os brasileiros: recusar, durante, no mínimo, 24 horas, as sacolas plásticas.

A ideia é estimular a consciência ambiental nos consumidores, incentivando-os a adotar novas alternativas na hora das compras, como, por exemplo, as sacolas retornáveis. Segundo o MMA, por ano, são distribuídas, no mundo, entre 500 bilhões e um trilhão de sacolas plásticas. Aqui no Brasil, estima-se que sejam consumidas 1,5 milhão delas, por hora.

Em uma conta rápida, é possível constatar que os brasileiros chegam a usar 36 milhões de sacolas plásticas em, apenas, 24 horas. Sendo assim, zerar esse consumo durante, pelo menos, um dia – como está propondo o MMA –, já representa uma grande ajuda para o meio ambiente

Feliz aniversário, hoje você faz 30 anos!



São 6h da manhã e acordo com um alarme que ressoa a seguinte frase: Feliz Aniversário, hoje você faz 30 anos! Eu mato o sujeito, o infeliz, que se atreveu a colocar esse tipo de som para o meu alarme e me fez lembrar que naquele dia eu adentrava a porta dos chamados balzaquianos.

Levantei-me, e como de costume, me arrumei e fui tomar o meu café. Em cima da mesa da sala, flores e bombons, presente de outro espírito de porco, será que ele não sabe que nesta idade temos que reduzir os carboidratos e glicose, já não perdemos gordura adiposa como aos 15 anos.

É, pelo jeito, o meu dia começou bem: encarar os 30 anos.

No elevador, olho no espelho e começo a refletir sobre minha vida, incrível como naqueles segundos, do 9º andar até a garagem, tanta coisa se passou por minha cabeça. Minha primeira bicicleta, minha primeira queda, as viagens com minha família, meus amigos, inimigos, amigas esquecidas. Meu primeiro beijo, desse me recordo muito bem, que momento engraçado: no cinema com um desconhecido. Minhas primeiras festas, como me divertia com minhas amigas. Minha primeira transa, outro momento engraçado: em meio a cascalhos na quadra que estava sendo reformada na escola. Amores bem vividos, amores mal vividos, momentos de loucura, meu primeiro cigarro, meu primeiro porre. Quanta coisa, meu Deus, eu vivi. E nesses segundos me deu uma vontade de relatar tudo isso, colocar em palavras o que achava sobre mim, aquela mulher que nesse dia fazia 30 anos.

Entrei no carro, fui ao trabalho. Festinha no trabalho. Almoço com as amigas. No fim do dia a ligação daquele namorado que você teve uma história mal resolvida, outra ligação dos familiares. E enfim, a ligação do amor do momento, aquele que tem me ajudado a escrever minha história hoje. Combinamos um jantar.

E, aliás, ele era o infeliz e espírito de porco que colocou o alarme no meu celular e me deu bombons para aumentar minhas camadas adiposas.

Tentei ficar linda e exuberante naquele tubinho preto dos meus 25 anos. Descobri que minhas coxas e meus quadris haviam aumentado de tamanho consideravelmente. Escolhi uma lingerie que acentuasse os meus seios, e, que, propositalmente, desviasse os olhos dele das gordurinhas localizadas e das celulites. Nesse momento, achei que estava neurótica, mas enfim, aos 30 ficamos mesmo, reconheci-me balzaquiana.

O celular toca, é ele. Estou atrasada para o jantar.

No elevador, começo outro momento de reflexão: porque ele não me pede em casamento? Já tenho 30 anos, preciso casar. Sempre achei que me casaria aos 25 anos, depois de formada, mas se passou cinco anos e nada. Tantos namorados, tantos amores e nenhum se sentiu impulsionado a se casar comigo. E para falar a verdade, acho que nem esse sente essa vontade de levar uma vida a dois comigo. Naquele momento quase entro numa crise de choro no elevador, me senti rejeitada, mal amada.

Mas, vi-me com outros olhos, me senti gostosa e segui a vida.

No restaurante, após um jantar maravilhoso, e ter escolhido o vinho mais caro, o meu amor me mostra uma caixinha. Fiquei espantada, o que será que havia ali? Seria como a caixa de pandora: continha os males e os bens do mundo?As alegrias e tristezas? Talvez. Ele tirou uma aliança de dentro da caixinha. Caí em lágrimas. Momento único. Eu que há pouco me indagava porque ainda não havia casado, estava sendo pedida em casamento. Que lindo! Um final feliz para um dia de uma recém balzaquiana.

Final feliz, não sei se ele existe, porque o fim nunca é bom, sendo feliz ou triste. Por isso prefiro dizer: um bom começo para uma balzaquiana, e feliz 30 anos para mim.


Autora: Daniele Silva Costa, Girassol


terça-feira, 13 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Protagonista


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"
Charlie Chaplin

segunda-feira, 5 de outubro de 2009